PROJETO:


"Juntos Somos Mais, Sozinhos Somos
Raros!”

(ASPDR)

sábado, 11 de outubro de 2014

"#Você tem até o dia 14/10 pra colaborar, Leve sua Boa Ação/Doação no nosso posto de coleta, localizado na #Defensoria Pública do Estado de Sergipe - 07hs às 17hs."


sexta-feira, 3 de outubro de 2014



 
 
 
 
 
 
10/03/2014 - 00:03

 
Doenças Raras

Consideradas em conjunto têm relevância como problema de saúde

      Em 29 de fevereiro de 2008 é criado internacionalmente o Dia das Doenças Raras. O próprio 29 de fevereiro é um dia raro, pois só  acontece a cada quatro anos, daí a sua escolha. Nos anos intercalares, a celebração fica antecipada para o dia 28.

      O Congresso brasileiro aprova, em 2009, o PL 159, instituindo o Dia Nacional das Doenças Raras, celebrado no último dia do mês de fevereiro. Finalmente, o Ministério da Saúde, através da Portaria 199, de 30 de janeiro último, institui a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no âmbito do SUS.

       Em Sergipe  funciona uma associação que presta assistência aos portadores dessas doenças, bem como aos seus familiares - a ASPDR - com sede na Rua 24 de outubro, 147, no bairro Palestina, comandada por Fabricio Ribeiro. Com o apoio da Defensoria Pública do Estado de Sergipe, a ASPDR busca sensibilizar a população, os profissionais de saúde e os gestores públicos para esse tipo de patologia, aperfeiçoando o processo de diagnóstico e facilitando o tratamento e  acompanhamento.

    Para ser considerada doença rara, a incidência deverá ser inferior a 5 casos por 10  mil nascimentos. Afeta  6% da população e por isso pode ser esperado, em Aracaju,  algo em torno de 36 mil pessoas que podem cursar com esse tipo de doença. A informação é do médico geneticista Emerson Santana, professor da UFS e que participa do ambulatório do Centro de Especialidades Médicas para Crianças e Adolescentes da Secretaria Municipal de Saúde. De evolução crônica, caráter progressivo e degenerativo e até incapacitante, estima-se que existam algo entre 6 e 8 mil tipos diferentes de doenças raras, sendo que a grande maioria decorre de fatores genéticos. O problema é que o diagnóstico muitas vezes é difícil e demorado, o que agrava sobremodo o prognóstico.

     Um aspecto importante a ser considerado é que, embora sejam doenças individualmente raras, quando consideradas em conjunto passam a ter relevância como problema de saúde pública. E essa raridade some no momento em que uma delas bate a sua porta, gerando angústia e insegurança no seio da família. As sequelas provocadas por essas doenças são imprevisíveis e muitas vezes só aparecem após meses ou anos após o nascimento. A intensidade delas também vai depender da precocidade do diagnóstico e dos recursos terapêuticos instituídos, na maioria das vezes altamente dispendiosos, chegando mesmo a necessitar importar medicamentos de outros países.

  Em função disso torna-se imperativo, ao poder público, promover toda a assistência possível aos portadores dessas doenças raras, criando mecanismos que facilitem o acesso ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento.
 

 

 21/02/14 - 14h33



Saúde de Aracaju participa de palestra sobre Doenças Raras


Fotos(ASCON - SMS)
 
O secretário adjunto da Saúde de Aracaju, o médico Lúcio Prado, participou na manhã desta sexta-feira, 21, da palestra em comemoração ao Dia Mundial de Conscientização das Doenças Raras em Sergipe, realizada pela Associação Sergipana de Pessoas com Doenças Raras (ASPDR) no auditório da Defensoria Pública de Sergipe. Ainda estiveram no evento, o coordenador do Núcleo do Direito da Saúde da Defensoria Pública, Murilo de Souza, e a coordenadora do Programa da Saúde da Criança e adolescente e do Jovem, Rita Bitencourt.

O Dia das Doenças Raras foi criado em 29 de fevereiro de 2008 e escolhido por ser um dia raro. Nos anos intercalares é celebrado no último dia do mês fevereiro. As Doenças Raras são caracterizadas por uma ampla diversidade de sinais e sintomas variando para cada tipo de enfermidade. Geralmente crônicas, progressivas, degenerativas e até incapacitantes, afetando a qualidade de vida das pessoas e de suas famílias.

Em palestra sobre o tema, o médico geneticista Emerson Santana explicou detalhes sobre o caminho que um paciente trilha para realizar tratamento. “O diagnóstico das doenças raras é difícil e demorado, o que leva os pacientes a ficarem meses ou até anos visitando inúmeros serviços de saúde, sendo submetidos a tratamentos inadequados até que obtenham o diagnóstico definitivo, por isso, é muito importante a presença da Secretaria da Saúde para que possamos conscientizar os gestores sobre uma portaria do Ministério da Saúde que saiu há um mês com uma política de atenção integral para pessoas com doenças raras” ressaltou Santana.

Durante a semana foram realizadas várias atividades e debates que abrangeram a sociedade sergipana, sempre com ênfase na informação e atualização científica de fácil acesso e compreensão voltada para estudantes e profissionais da saúde. “Atualmente em Sergipe 6% da população sofre com alguma doença rara, isso em nível estadual é em torno de 120 mil pessoas, na capital 36 mil têm doenças consideradas raras, muitas dessas com diagnóstico e tratamento. Com esse evento queremos conscientizar não só os gestores públicos, mas também as populações em geral sobre o assunto”, enfatizou o presidente da Associação Sergipana de Pessoas com Doenças Raras, Fabrício Ribeiro.

Segundo enfatizou o adjunto da Saúde de Aracaju, Lúcio Prado, o tema é extremamente preocupante e receberá uma atenção especial por parte da gestão da Secretaria. “Parabenizo a Associação pela brilhante iniciativa. Como médico, sei da importância de um tratamento adequado e quanto mais rápido se detecta o problema, mais chances se têm de cura. Como gestor da Saúde de Aracaju sei da nossa responsabilidade de passar o apoio necessário na luta junto à Associação, aos pacientes e suas famílias. Levarei este importante para ser discutido junto à Secretária da Saúde para que possamos, na política pública também, dar total apoio aos pacientes e aos envolvidos nessa causa nobre”, ressaltou o médico.

Fonte: http://www.aracaju.se.gov.br/index.php?act=leitura&codigo=58098#