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Doença de Menkes
Trata-se de uma doença com padrão de herança recessivo ligado ao cromossomo X, causada por mutações no gene ATP7A,
caracterizada pela baixa concentração de cobre em alguns tecidos,
devido a uma falha na absorção intestinal e o quadro clínico é variável,
sendo dependente das enzimas que necessitam de cobre para a sua boa
atividade.
Lactentes
com quadro clínico de Menkes clássico se mostram saudáveis até a idade
de dois a três meses, quando a perda de marcos de desenvolvimento,
hipotonia, convulsões e insuficiência de crescimento começam a ocorrer. O
diagnóstico geralmente é suspeitado quando os bebês apresentam
alterações neurológicas típicas associadas a alterações características
nos cabelos que se tornam curto, escasso, grosseiro e torcido, muitas
vezes mais claros do que o restante.
Pode
ocorrer instabilidade no controle da temperatura e hipoglicemia no
período neonatal. Alguns pacientes tem frouxidão de pele e articulações,
divertículos de bexiga, hérnias inguinais e certa tortuosidade
vascular. O intelecto é normal ou levemente atrasado, as custas da
hipotonia.
O
diagnóstico é feito, além dos dados de história e quadro clínico, pela
dosagem da concentração de cobre e de ceruloplasmina no sangue, que
estão baixos. O gene ATP7A,
até o momento, é o único gene conhecido por estar associado a doença de
Menkes e variantes. Um protocolo de investigação molecular detecta
mutações em mais de 95% dos indivíduos afetados. Os testes são
comercialmente oferecidos por vários laboratórios e servem para um
diagnóstico de certeza.
O diagnóstico diferencial envolve a deficiência de biotinidase, acidemias orgânicas, aminoacidúrias e miopatias mitocondriais.
O tratamento para os transtornos relacionados ao gene ATP7A
inclui o controle da ingestão calórica e nutricional. Alguns casos se
beneficiam com injeções subcutâneas de cloreto de cobre. Antibiótico
profilático está indicado nos casos que apresentam divertículos de
bexiga, para prevenir infecção de trato urinário.
Os transtornos associados ao gene ATP7A
tem padrão de herança recessivo ligado ao X. Aproximadamente um terço
dos homens afetados não têm história familiar da doença de Menkes ou
variantes. Se a mãe é portadora, o risco de transmissão da mutação ATP7A
é de 50% em cada gravidez. Os homens que herdam a mutação serão
afetados. As mulheres serão portadoras e não serão afetadas. Homens
portadores das variantes irão transmitir a mutação para todas as suas
filhas e nenhum de seus filhos. Indivíduos com doença de Menkes clássica
não se reproduzem. Se uma mutação no gene ATP7A
for identificada em um membro da família, testes pré-natais por estudos
do transporte do cobre ou teste genético molecular são possíveis para
mulheres que são portadoras.
Fontes:http://dicionariodesindromes.blogspot.com.br/2009/12/doenca-de-menkes.html
Fontes:http://dicionariodesindromes.blogspot.com.br/2009/12/doenca-de-menkes.html

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